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Indústria de transformação do Rio Grande do Sul fecha 2025 com alta de 1,4% no volume de vendas

Mesmo com sobretaxas impostas pelos Estados Unidos, comercializações para o exterior cresceram 2,3% no período

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Boletim Setorial é uma das inciativas do programa Desenvolve RS, que tem o objetivo de fortalecer a economia gaúcha - Foto: Arte: Ascom Sefaz
Por Rodrigo Azevedo/Ascom Sefaz

A indústria de transformação do Rio Grande do Sul teve um crescimento de 1,4% no volume de vendas (quantidade de produtos comercializados) em 2025 na comparação com o ano anterior. O desempenho foi puxado pelo crescimento das comercializações para o exterior, com alta de 2,3%, e para o mercado interno, cujo aumento foi de 2,2%. As vendas para outros estados também cresceram, mas de forma tímida, com elevação de 0,4%.

Os números estão divulgados no último Boletim do Volume de Vendas da Indústria de Transformação do RS, elaborado pela Secretaria da Fazenda, por meio da Receita Estadual. Os dados são levantados com base nos documentos fiscais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

No recorte por atividade industrial, a maior taxa de crescimento foi observada entre os produtos farmoquímicos e farmacêuticos, com forte alta de 23,6% em relação ao ano anterior. Na sequência, aparece a indústria de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com avanço de 10%. Apesar disso, por terem menor participação no total de vendas da indústria de transformação, ambas as atividades exerceram impacto menor na taxa agregada.

A maior participação no total de vendas veio de produtos alimentícios, que representam quase um quarto do total de comercializações, com alta de 4,3%, e de máquinas e equipamentos, que registraram crescimento de 8,7%.

Queda das exportações no segundo semestre

O boletim também revela uma tendência de queda no volume de exportações do Estado a partir do segundo semestre do ano passado, um provável reflexo das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a uma série de produtos brasileiros, especialmente em agosto e setembro. Os indicadores mostram uma leve recuperação nos meses seguintes, após o recuo dos norte-americanos na alta tarifária. Mesmo assim, o movimento não foi suficiente para reverter a trajetória de queda.

A maior retração nas vendas para o exterior foi registrada na atividade de outros equipamentos de transporte, com queda de 98,7%. Também apresentaram recuos relevantes os segmentos de produtos de madeira (-20,6%) e farmoquímicos e farmacêuticos (-18,3%).

Por outro lado, houve forte crescimento nas vendas externas de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com alta de 52,7%, seguido por produtos têxteis (45,3%) e por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que avançaram 31,4%, com alta de 52,7%, seguido por produtos têxteis (45,3%) e por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que avançaram 31,4%. 

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