Receita Estadual entrega ao Ministério Público dados de sonegação que superam R$ 217 milhões
Representações Fiscais para Fins Penais são relativas a 24 Autos de Lançamento com indícios de crimes contra a ordem tributária
Publicação:
A Secretaria da Fazenda (Sefaz), por meio da Receita Estadual (RE), encaminhou ao Ministério Público (MP), nesta terça-feira (3), uma nova relação de empresas apontadas por sonegação de ICMS. Ao todo, o lote de Representações Fiscais para Fins Penais contém 24 Autos de Lançamento com indícios de cometimento de crimes contra a ordem tributária. O valor total é superior a R$ 217 milhões e abrange o imposto que deixou de ser recolhido somado a multas e juros.
As representações derivam de trabalhos de auditoria fiscal realizados pelas delegacias da RE em diversas regiões do estado e reúnem os Autos de Lançamento para os quais não houve pagamento por parte do contribuinte. Os créditos relativos a esses autos estão devidamente inscritos em dívida ativa. A iniciativa tem como objetivo permitir a análise e a consideração quanto à oportunidade de oferecimento de denúncia-crime contra os autuados por parte do MP.
O assunto foi tratado em reunião que contou com a presença dos subsecretários adjuntos da RE Luis Fernando Crivelaro e Edison Moro Franchi; do chefe da Divisão de Fiscalização da RE, Ricardo Brambilla da Fonseca; do procurador-geral de Justiça, Alexandre Saltz; e da chefe de Gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, Raquel Isotton. No encontro, também foram abordados assuntos como o compartilhamento de informações, as oportunidades de ações integradas e o planejamento da estratégia de atuação das instituições durante o ano de 2026.
Principais ramos e irregularidades verificadas
Os Autos de Lançamento são referentes a casos em que já foram esgotadas as oportunidades de regularização e defesa, sendo fundamental, portanto, o trabalho integrado entre as instituições para viabilizar a recuperação dos valores devidos à sociedade, agindo com rigor nos casos de sonegação e fraude.
As empresas do ramo atacadista representam 68% do valor das autuações enviadas, seguidas pela indústria (21%), varejo (5%) e outros ramos (6%). A principal irregularidade verificada, em termos de valores, é a utilização de créditos indevidos para abater o imposto que a empresa deveria pagar (72%), seguida pela omissão de saídas e subfaturamento (18%) e pelo enquadramento irregular no Simples Nacional (10%).
Ramos x Valor dos Autos de Lançamento
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Ramos |
Valor dos ALs |
Participação Relativa |
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Indústria |
R$ 45.174.869,23 |
21% |
|
Varejo |
R$ 11.118.078,28 |
5% |
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Atacado |
R$ 147.342.125,82 |
68% |
|
Outros |
R$ 13.551.641,78 |
6% |
|
TOTAL |
R$ 217.186.715,11 |
100% |
Ramos x Quantidade de Autos de Lançamento
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Ramos |
Valor dos ALs |
Participação Relativa |
|
Indústria |
6 |
25% |
|
Varejo |
6 |
25% |
|
Atacado |
9 |
38% |
|
Outros |
3 |
12% |
|
TOTAL |
24 |
100% |
Tipos de Irregularidades x Valor dos Autos de Lançamento
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Irregularidades |
Valor dos ALs |
Participação Relativa |
|
Créditos Indevidos |
R$ 155.529.402,15 |
72% |
|
Omissão de Saídas e Subfaturamento |
R$ 39.909.933,04 |
18% |
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Enquadramento Irregular no Simples Nacional |
R$ 21.747.379,92 |
10% |
|
TOTAL |
R$ 217.186.715,11 |
100% |
Tipos de Irregularidades x Quantidade de Autos de Lançamento
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Irregularidades |
Quantidade de ALs |
Participação Relativa |
|
Créditos Indevidos |
9 |
37% |
|
Omissão de Saídas e Subfaturamento |
10 |
42% |
|
Enquadramento Irregular no Simples Nacional |
5 |
21% |
|
TOTAL |
24 |
100% |
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