Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Secretaria da

Fazenda

Início do conteúdo

Rio Grande do Sul recebe certificação internacional que reconhece a qualidade de suas práticas de auditoria interna

Selo atesta que o controle interno gaúcho enfoca a eficiência e o interesse púbico

Publicação:

Auditores da Cage reunidos posando para a imagem
Auditores da Cage durante o anúncio da nota - Foto: Ascom Sefaz/CAGE
Por Ascom Sefaz/Cage

A Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage), responsável pelo controle interno no Rio Grande do Sul, está cada vez mais alinhada às melhores práticas internacionais de auditoria e, portanto, mais preparada para ajudar o Estado a executar suas políticas públicas com máxima eficiência. Essa é a mensagem que está por trás da certificação concedida ao órgão nessa terça-feira (25) pelo Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), atestando o atingimento do nível 2 do Modelo de Capacidade de Auditoria Interna (IA-CM, Internal Audit Capability Model for the Public Sector).

Vinculada à Secretaria da Fazenda, a Cage, em suas atividades de auditoria, tem como propósito agregar valor e melhorar as operações da administração pública estadual. Ao avançar para o nível 2 no IA-CM, a instituição marca uma importante guinada na forma como vem desempenhando essa atribuição:

“Já há alguns anos, o nosso enfoque deixou de ser repressivo para priorizar iniciativas de prevenção. Mais do que apontar falhas e erros, estamos gerindo riscos, orientando gestores, promovendo ações que evitem inconformidades e contribuam para o aprimoramento da governança”, enfatiza o contador e auditor-geral do Estado, Carlos Geminiano. “Esse resultado que estamos alcançando valida que estamos no caminho certo e reconhece todo o esforço de nossas equipes em lançar um olhar mais estratégico ao nosso papel de auditores”, complementa o gestor.

0C9A6359 JPG
Durante visita do Conaci, Geminiano reforçou a importância do IA-CM para o aprimoramento da Cage - Foto: Robson Nunes/Ascom Sefaz

O modelo IA-CM, criado em 2009 pelo Institute of Internal Auditors (IIA), consolida as normas internacionais para a prática profissional de auditoria interna. O arcabouço metodológico chegou ao Brasil em 2014 e, atualmente, é adotado como referência pela maioria dos órgãos de controle interno do país. Segui-lo assegura padronização e credibilidade, de modo que sua implementação vem sendo incluída como condicionante para a concessão de operações de crédito por instituições financeiras como o Banco Mundial.

A adesão da Sefaz RS ao modelo começou em 2023, a partir de um processo de autoavaliação. Depois disso, foram definidos planos de ação para a atualização de normas e procedimentos, realização de treinamentos e revisão de processos, culminando, nessa semana, nos dias 24 e 25 de novembro, com a visita de uma equipe de validação externa do Conaci. No encontro, os avaliadores conheceram de perto as estruturas e processos da Cage, checaram as evidências apresentadas e reforçaram a importância da certificação.

“O IA-CM não é uma lista prescritiva de requisitos, mas um roteiro de aprimoramento progressivo das unidades de auditoria interna do setor público. Ele descreve níveis de maturidade, e cada nível representa capacidades essenciais, competências profissionais e práticas gerenciais necessárias para que a auditoria interna evolua de uma atuação básica e reativa para um papel estratégico, integrado e orientado para agregar valor à gestão pública e fornecer insights e previsões apropriados”, explicou o coordenador da Câmara Técnica de Auditoria e de IA-CM do Conaci, Rodolfo Serrano.

Adotar esse guia de fortalecimento das práticas de auditoria implica atender a uma série de exigências, que buscam desenvolver as seguintes áreas: serviço e papel da auditoria interna, gerenciamento de pessoas, práticas profissionais, gestão do desempenho e prestação de contas, cultura e relacionamento organizacional e estrutura de governança. O coordenador da implantação do método na Cage, Lorenzo Giacomo Venzon, chefe da Divisão de Controle da Administração Indireta, descreve a complexidade do trajeto percorrido: “Nessa jornada, foram dez processos-chave implantados, totalizando 66 atividades essenciais institucionalizadas, uma missão que só foi possível graças ao engajamento de nossos servidores”.

0C9A6361 JPG
O coordenador da implantação do método na Cage, Lorenzo Venzon, durante o evento realizado na última terça-feira (25) - Foto: Robson Nunes/Ascom Sefaz

Melhorar o controle das finanças estaduais oportuniza a qualificação das entregas públicas. Pensando assim, Geminiano afirma que a busca pela excelência deve ser contínua. Para ele, alcançar práticas e procedimentos de auditoria sustentáveis e repetíveis foi só o primeiro passo. “Ao começar esse processo, a minha preocupação era de que a gente deixasse um legado e não retroagisse, mas queremos ir além: já estamos cumprindo diversas premissas apontadas pelo nível 3, e acredito que temos condições de avançar para este novo patamar até 2030”, projeta o contador e auditor-geral do RS. Até o momento, apenas uma controladoria-geral de Estado já obteve o selo de nível 3 do IA-CM.

Secretaria da Fazenda